“Vou pagar mais imposto em 2026.”
2026 é ano de testes — os campos de IBS e CBS aparecem na nota, mas sem efeito financeiro.
Risco ou oportunidade?
vai te ajudar aA GMAD acredita que conhecimento é a melhor ferramenta para uma marcenaria forte. Este guia resume, em linguagem direta, o que muda para cada perfil de marceneiro — do informal ao Lucro Real — e o que fazer hoje para se preparar.

A reforma do consumo troca cinco tributos (ICMS, ISS, PIS, COFINS e IPI) por dois: IBS e CBS. Para a marcenaria, o impacto vai muito além de mudar siglas no boleto.
Construtoras, lojas e empresas passam a comparar fornecedores pelo crédito que a nota gera.
CNPJ regular, sistema integrado e notas em dia viram diferencial — não mais detalhe burocrático.
Trabalhar sem CNPJ ou sem emitir nota fica ainda mais arriscado e menos lucrativo.
Antes de mudar qualquer coisa na sua marcenaria, separe o que é boato do que está, de fato, na lei.
“Vou pagar mais imposto em 2026.”
2026 é ano de testes — os campos de IBS e CBS aparecem na nota, mas sem efeito financeiro.
“Preciso aumentar meus preços agora.”
Não há motivo para reajustes apenas pela reforma. O que muda é a forma de orçar, não a carga em 2026.
“Quem é MEI vai acabar.”
O MEI continua existindo, com a mesma guia única (DAS) e o mesmo teto de R$ 81 mil/ano. Está sendo votada no Congresso a possibilidade de aumentar o limite de faturamento do MEI.
Encontre seu perfil e veja, em uma linha, o que muda e o próximo passo prático.
Trabalho informal
Bico esporádico não é afetado. Se trabalhar com frequência, a Receita pode cobrar imposto e multa.
Formalize-se. Virar MEI ou Nano sai muito mais barato e te tira do risco com o Fisco.
Até ~R$ 30 mil/ano
Nova categoria para quem trabalha por conta e fatura pouco: totalmente isento de IBS e CBS.
Vale conhecer para sair da informalidade de forma simples. Pergunte ao seu contador.
Até R$ 81 mil/ano
Nada muda no seu bolso. Você continua pagando a guia única mensal (DAS) com o mesmo valor fixo.
Mantenha as guias em dia e use um sistema de notas — mesmo gratuito — para não estourar o teto.
Até R$ 4,8 milhões/ano
Continua na guia única para CPF. Novidade: pode escolher pagar IBS/CBS "por fora" para dar crédito cheio a clientes empresa.
Vendendo para empresas? Peça ao contador o cálculo do Simples Híbrido e verifique se seu sistema emite nota com os campos de IBS/CBS.
Acima do Simples
Entra no sistema regular. Dá crédito cheio na venda e recupera imposto das compras (MDF, máquinas), mas exige controle rígido.
Aja agora: revise com o contador os cadastros (NCM), sistema de NF-e, ERP integrado e o impacto do split payment no caixa.
Quatro frentes vão mexer com a rotina de qualquer marcenaria.
Novos campos obrigatórios de IBS, CBS e código de classificação tributária na NF-e e NFS-e.
ERP, emissor de notas e controle de estoque precisam estar integrados e atualizados.
Imposto pago na nota vira “vale-desconto” na cadeia. Muda como você orça e compra.
Em recebimentos por cartão, PIX, transferência ou boleto, o imposto pode ser retido no ato do pagamento, indo direto ao Fisco.
A nota fiscal passa a gerar créditos que funcionam como um “desconto” no tributo — para quem compra e para quem vende.
Estados e Municípios
Substitui o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Cobrado no destino, ou seja, no endereço de entrega ou de instalação do móvel.
União
Substitui PIS, COFINS e IPI. Federal, não cumulativa e com crédito amplo na cadeia produtiva.
Imagine que o imposto pago na nota fiscal funciona como um vale-desconto. Quando você vende para uma empresa, ela quer usar a sua nota para abater o imposto dela. Se a sua nota não dá desconto, seu móvel fica caro. O mesmo vale para você quando compra de fornecedores.
Isso não significa que você vai pagar mais imposto em 2026. O que muda é a forma de orçar: o crédito passa a fazer parte do custo real de cada projeto e da sua competitividade.
Sua nota gera pouco desconto para lojas e construtoras (alto risco de perder contratos grandes) e você não recupera o imposto das máquinas e chapas de MDF — viram custo puro.
Seu cliente recebe desconto cheio (seu preço fica atraente para empresas) e você abate o imposto das suas compras, economizando para renovar a oficina.
Tudo ficará rastreável pelo Fisco: CPF, CNPJ, pagamentos, notas e movimentações bancárias. Quem não estiver formalizado e com sistema em dia ficará exposto a autuação e fora da nova cadeia.
A Receita terá mais visibilidade sobre transações feitas em CPF e CNPJ. Quem trabalha informalmente e movimenta valores altos ou recorrentes fica mais exposto a autuação.
NF-e e NFS-e terão campos novos para IBS, CBS e código de classificação tributária. Seu sistema precisa atualizar antes de 2027.
Vendas, estoque, compras e contabilidade precisam conversar. Planilha e nota avulsa não vão dar conta da complexidade.
Em recebimentos por cartão, PIX, transferência ou boleto, o imposto pode ser separado no momento do pagamento. O marceneiro recebe líquido e o Fisco recebe direto.
Campos de IBS e CBS exibidos nos documentos fiscais (alíquotas de 0,1% e 0,9%). Sem efeito financeiro.
CBS substitui PIS/COFINS. IBS continua com a alíquota de teste.
Redução gradual de ICMS/ISS e elevação gradual do IBS.
Sistema novo em pleno funcionamento. ICMS e ISS extintos.
Nada muda no seu pagamento ainda — o ano é de teste, sem efeito financeiro.
CNPJ, notas e guias em dia. Use um sistema de emissão de notas — ou ERP, se possível. O sistema novo premia quem é digital.
Leve as perguntas-chave deste guia e peça uma simulação para o seu caso.
“A reforma, mais que novas siglas e alíquotas, é uma nova lógica de crédito, de fornecedor e de sistema.”
A reforma é técnica e o seu caso é específico. Use este roteiro direto na próxima conversa.
“Eu fico no Simples ou migro para o modelo híbrido, com créditos de IBS/CBS?”
Peça simulação considerando o perfil dos clientes. Se vende muito para empresas que aproveitam crédito, o regime regular pode ficar mais competitivo.
Prazo de adesão ao modelo híbrido: 30 de setembro de 2026.
“Como fica o crédito das compras de painéis, ferragens, cola, ferramentas e maquinário?”
No regime regular, praticamente tudo vira crédito — o impacto no custo do projeto pode ser grande.
“Meu sistema de emissão de nota já está pronto para os campos novos?”
NF-e e NFS-e mudaram. Cobre prazo do fornecedor do ERP/sistema para evitar surpresas.
“Como o split payment pode afetar meu fluxo de caixa?”
Se recebe por cartão, PIX, transferência ou boleto, o imposto pode ser retido na origem. Simule o caixa líquido e o prazo de recebimento.
“Atuo como CPF ou MEI com teto estourado — tenho risco de autuação retroativa?”
Peça um diagnóstico da situação atual e o caminho de regularização (MEI, Simples ou regular) antes de 2026, para reduzir exposição fiscal.
Quanto antes formalizar, menor o risco de multa e cobrança retroativa.


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